Diástase abdominal, o que fazer?

Atualizado: 25 de Ago de 2019

Foi mãe e a barriga teima em não desaparecer?

Pode estar perante uma diástase abdominal.

Diástase Abdominal

Durante a gravidez, o crescimento do bebé leva a muitas alterações no corpo da mulher: o diafragma sobe, a bexiga desce, os órgãos têm que reajustar a posição e os músculos abdominais separam-se para que haja espaço suficiente para o desenvolvimento do feto.


Depois do parto, há um novo reajuste do corpo, voltando tudo à sua posição normal. Contudo, os músculos abdominais podem continuar afastados, mais do que deveriam, o que leva a um volume abdominal aumentado (“barriga de gravida”), o que pode causar lesões nas costas, hérnias umbilicais ou incontinência urinária. O afastamento dos músculos faz com que eles fiquem mais fracos e, como consequência não conseguem dar estabilidade ao tronco provocando sobrecarga dos músculos das costas e do pavimento pélvico, levando a dores e disfunções destes músculos.


Na presença de uma diástase, a primeira linha de acção é sempre o tratamento conservador que consiste em fortalecimento abdominal específico, controlado e progressivo associado a ginástica abdominal hipopressiva.


Antes de retomar o exercício físico é muito importante que corrija primeiro a sua diástase, porque o exercício não apropriado à condição promove o afastamento. Não deve fazer saltos, corrida, atividades de alto impacto, grandes cargas ou abdominais tradicionais (crunch), pelo menos até resolver a diástase.


A distância do afastamento dos músculos abdominais é que vai determinar a gravidade da diástase.


Até 4 cm o tratamento conservador produz excelentes resultados. Mesmo os casos com indicação cirúrgica devem sempre realizar fortalecimento abdominal, porque a cirurgia une os músculos mas não os torna mais fortes. O plano de fortalecimento complementa a cirurgia tornando os abdominais mais funcionais, protegendo os nossos órgãos, as nossas costas e o pavimento pélvico de cargas excessivas.


A diástase abdominal tem tratamento e se acha que tem uma, consulte sempre um profissional especializado em saúde da mulher, para evitar lesões graves.

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